Cercado em Auschwitz, acervo do autor. Foto de 2015. Não tenho a pretensão e a ilusão de oferecer uma resposta definitiva a questão: qual o sentido da vida? Nos últimos dias, estive em contato com o texto O sentido da vida , de Susan Wolf, leitura motivada por um projeto de pesquisa no qual estou envolvido e que se dedica a pensar a morte a partir da filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Enquanto organizava parte da literatura, deparei-me, por indicação do site Crítica , com o texto de Wolf (2024), que acabou funcionando menos como uma resposta e mais como um mobilizador de inquietações. Nas linhas que seguem, não busco comentar o texto de Wolf, mas explorar algumas reverberações que ele provocou. Quando nos se pergunta pelo sentido da vida ou, mais amplamente, pelo sentido da própria experiência de viver, tende-se a fazê-lo a partir de um horizonte místico ou religioso. Esse enquadramento, historicamente dominante, parece oferecer um terreno seguro, revelado, inscrito...