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Mostrando postagens com o rótulo Morte

QUAL O SENTIDO DA VIDA?

Cercado em Auschwitz, acervo do autor. Foto de 2015.   Não tenho a pretensão e a ilusão de oferecer uma resposta definitiva a questão: qual o sentido da vida? Nos últimos dias, estive em contato com o texto O sentido da vida , de Susan Wolf, leitura motivada por um projeto de pesquisa no qual estou envolvido e que se dedica a pensar a morte a partir da filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Enquanto organizava parte da literatura, deparei-me, por indicação do site Crítica , com o texto de Wolf (2024), que acabou funcionando menos como uma resposta e mais como um mobilizador de inquietações. Nas linhas que seguem, não busco comentar o texto de Wolf, mas explorar algumas reverberações que ele provocou. Quando nos se pergunta pelo sentido da vida ou, mais amplamente, pelo sentido da própria experiência de viver, tende-se a fazê-lo a partir de um horizonte místico ou religioso. Esse enquadramento, historicamente dominante, parece oferecer um terreno seguro, revelado, inscrito...

QUANDO A MORTE NÃO CHOCA

 Certa vez, conversando com um sábio senhor, eu reclamava da ausência das condições sociais em Massaranduba. Aquele senhor, corta abruptamente minha reclamação com um comparativo nada comum. Afirmava ele, “o que esperar de uma cidade onde existem mais prostíbulos que igrejas!”. De momento, pensei no exagero da afirmação. Mas há uma lógica interessante na contraposição de uma zona de meretrício com práticas morais e conveniências de interesses num território.  Na noite de segunda-feira, 22 de abril, Lizete Ribeiro Maas foi assassinada com golpes na cabeça em uma whiskeria, na qual era administradora. O crime aconteceu às margens da SC-108, em Massaranduba, em uma zona de meretrício. A notícia foi veiculada em diversos portais de notícias e canais de televisão aberta. Para além das notícias, não percebi nenhuma comoção, nem sentimento de revolta pela violência de gênero. Pelo contrário, pessoas com gracejos pela situação que envolveu a morte por crime. O que conduziu minha refle...