Eleições sempre foram polarizadas, e elas se intensificaram durante da Ditadura Militar, no regime do bipartidarismo. Ou ainda é ruim acreditar que as eleições após a redemocratização são uma “festa da democracia” – democracia é outra coisa, não eleição. Para entender melhor o conceito de democracia e eleição sugiro a leitura de Direita e Esquerda , um texto de Noberto Bobbio. Diante da polarização, realizei um experimento social através do status do WhatsApp. Postei, no domingo 11 de outubro, duas chamadas em imagens. A primeira era falsa e a segunda verdadeira. A falsa mostrava que Flávio Bolsonara prevê aumento da idade mínima para aposentadoria, chegando a 70 anos. No momento ela é falsa e só no momento! A segunda são dados sociais comparando o governo de Bolsonaro (PSL/PL) e de Lula III (PT). Os cinco índices mostram uma melhoria na qualidade de vida. Curiosamente, eleitores de Bolsonaro chamaram minha atenção apenas pelo fake e nada falaram dos dados. Uma escolha bem seletiva de ...
Fazem pelo menos quatro anos que vivenciamos com ferramentas de “inteligência artificial” (IA). Diversos pesquisadores se ocuparam em debater a ação e suas consequências. Alguns como Miguel Nicollelis tem alertado da transformação cognitiva que ela tem provocado. Educadores vivem entre o uso e a condenação. Neste período produz alguns textos refletindo ganhos e problemas. Nestas linhas quero expor algumas preocupações. Quero chamar o que popularmente se entende de IA, de chatbo x , já que a ferramenta é outra coisa e nós, meros usuários, nos limitamos a “conversar” com a máquina por meio de chats. A ascensão dos chatboxs redefiniu as dinâmicas contemporâneas de acesso ao conhecimento. No entanto, é fundamental superar a visão reducionista do fácil e do rápido que cerca essa tecnologia. A busca por respostas imediatas compromete a profundidade do aprendizado e a retenção de dados. O imediatismo algorítmico gera uma falsa sensação de eficiência intelectual. Torna-se imperativo questionar...