Este texto pretende refletir, em poucas linhas, três modelos de resistência diante da ordem global massiva imposta pela política externa estadunidense. Enquanto o ocidente discute o que fazer para que as democracias não morram (Levitsky; Ziblatt, 2011), China, Coreia do Norte e Cuba vivenciam experiências de sobrevida. “O caminho para o desenvolvimento não é tão simples como apontado por Adam Smith quando ele dizia que pouco mais é necessário para conduzir uma nação do mais baixo barbarismo até o mais elevado grau de opulência do que paz, impostos razoáveis e uma administração tolerável da justiça; tudo o mais sendo trazido pelo curso natural das coisas” (Guimarães, 2012, p. 103). Como alinhar desenvolvimento com democracia? O cenário geopolítico contemporâneo atravessa uma transformação estrutural profunda. A ascensão da China desafia os modelos tradicionais de governança ocidental. Desde 1978, mudanças econômicas catalisaram um crescimento sem precedentes históricos. Este fe...
“O primeiro que, tendo cercado um terreno, se lembrou de dizer: isto é meu, e encontrou pessoas bastantes simples para o acreditar, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estadas ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes” (Rouasseu, 1973, p. 265). O texto que refletirá sobre a propriedade privada a partir de Rousseau. Em conjunto com o autor serão utilizados versos da Canção da Terra (2011) da trupê dO Teatro Mágico. A crítica de Jean-Jacques Rousseau (1712–1778) à propriedade privada permanece como uma das mais contundentes reflexões sobre a origem da desigualdade humana. Seu argumento é direto: a propriedade privada gera a desigualdade. O que outrora era comunal, mediante o cercamento, converteu-se em posse individual. Embora escrita no século XVIII, a análise ressoa com crítica ao capitalismo contemporâneo, no qual a propriedade o eixo...