O universo da leitura é marcado por multipossibilidades. Alguns amigos ironizam afirmando que ela é um “esquema de pirâmides”. Na tentativa de compreender melhor a carta encíclica Magnificat Humanitas, de Leão XIV, estava lendo Leonardo Boff (2026) e no texto dele encontrei a expressão rendição cognitiva de Steven D. Shaw. Esava nas palavras de Chaverría (2026). Sim, há certa pirâmide, mas, sem a exploração do capital e com possibilidades de conhecimento. Para o filósofo estadunidense Shaw, a rendição cognitiva decorre do uso das inovações tecnológicas de forma acrítica. Esse fenômeno acontece quando o ser humano cede o direito de decisão para alguma ferramenta virtual, como por exemplo, a inteligência artificial (IA). A decisão racionalizada é uma condição humana, quando não se faz pelo uso da razão acontece a rendição. Considera-se agora o fenômeno da IA. Se há o uso da IA para o processo decisório, houve rendição cognitiva. Se a decisão não acontece racionalmente, perde-se a habilid...
Foto: Pixabay/ CreativeCommons Quais são os riscos que a inteligência artificial representa? “O celular estraga as crianças”; “as novas tecnologias fizeram a juventude se perder”. São frases tolas ditas na superficialidade do momento. É evidente que devemos nos preocupar com o uso de tecnologias, mas desacreditá-las é problemático. Este ano, Papa Leão XIV trouxe uma reflexão pertinente sobre a inteligência artificial que vai além da preocupação rasteira. " É oportuno partir de duas considerações: a primeira é que qualquer afirmação sobre a IA corre o risco de se tornar obsoleta em pouco tempo, dada a impressionante velocidade de desenvolvimento destes sistemas. A segunda é que todos nós, incluindo quem os projeta, sabemos muito pouco sobre o seu funcionamento efetivo. Na verdade, as inteligências artificiais modernas são mais “cultivadas” do que “construídas”: os programadores não projetam diretamente todos os detalhes, mas criam uma arquitetura sobre a qual a IA “cresce” (Leão...