A pecuária costuma ser apresentada como motor do desenvolvimento regional no Sul do Brasil. Essa narrativa associa a atividade à geração de empregos, à inovação tecnológica e à inserção competitiva nos mercados globais, porém, ela foi motor da ocupação das terras na interiorização do território catarinense. No entanto, essa relação não deve ser tratada como natural ou inevitável e urge fugir do discurso da vocação para o agro. A formação das cadeias pecuárias resultou de escolhas políticas, econômicas e territoriais específicas. Por isso, discutir seus efeitos exige analisar quem se beneficia, quem assume os custos e quais alternativas permanecem marginalizadas. As escolhas políticas não são inocentes. A história da pecuária revela que o desenvolvimento regional foi construído por processos de ocupação e reorganização do território. No Rio Grande do Sul, as estâncias e a concentração fundiária contribuíram para a formação de elites agrárias com forte influência econômica e polític...
Eleições sempre foram polarizadas, e elas se intensificaram durante da Ditadura Militar, no regime do bipartidarismo. Ou ainda é ruim acreditar que as eleições após a redemocratização são uma “festa da democracia” – democracia é outra coisa, não eleição. Para entender melhor o conceito de democracia e eleição sugiro a leitura de Direita e Esquerda , um texto de Noberto Bobbio. Diante da polarização, realizei um experimento social através do status do WhatsApp. Postei, no domingo 11 de outubro, duas chamadas em imagens. A primeira era falsa e a segunda verdadeira. A falsa mostrava que Flávio Bolsonara prevê aumento da idade mínima para aposentadoria, chegando a 70 anos. No momento ela é falsa e só no momento! A segunda são dados sociais comparando o governo de Bolsonaro (PSL/PL) e de Lula III (PT). Os cinco índices mostram uma melhoria na qualidade de vida. Curiosamente, eleitores de Bolsonaro chamaram minha atenção apenas pelo fake e nada falaram dos dados. Uma escolha bem seletiva de ...