Certa vez, conversando com um sábio senhor, eu reclamava da ausência das condições sociais em Massaranduba. Aquele senhor, corta abruptamente minha reclamação com um comparativo nada comum. Afirmava ele, “o que esperar de uma cidade onde existem mais prostíbulos que igrejas!”. De momento, pensei no exagero da afirmação. Mas há uma lógica interessante na contraposição de uma zona de meretrício com práticas morais e conveniências de interesses num território. Na noite de segunda-feira, 22 de abril, Lizete Ribeiro Maas foi assassinada com golpes na cabeça em uma whiskeria, na qual era administradora. O crime aconteceu às margens da SC-108, em Massaranduba, em uma zona de meretrício. A notícia foi veiculada em diversos portais de notícias e canais de televisão aberta. Para além das notícias, não percebi nenhuma comoção, nem sentimento de revolta pela violência de gênero. Pelo contrário, pessoas com gracejos pela situação que envolveu a morte por crime. O que conduziu minha refle...