Um dos textos que li, reli e indiquei ao longo do Mestrado em Educação, foi o livro Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão , da pensadora argentina Paula Sibília. A autora parte do pressuposto haver uma crise sobre a escola e ela é por conta da ausência de apropriação da escola com tecnologias digitais. Esta ausência cria um muro intransponível entre ela e os seus sujeitos. Um mal-estar que ainda se sustenta numa lógica de confinamento. As diferenças são deixadas de fora para uma formação em larga escala, adequando tudo e todos e, ao mesmo tempo que também é ameaçada por uma lógica fascista do controle sobre os discursos, que já são tão controlados. Há explicações históricas que permitem a reflexão deste estar. Faço este parágrafo reflexivo para chamar atenção a foto que fiz. No instante momento que os alunos estavam enclausurados, ao lado de fora, do prédio-clausura, no tempo que lhe são próprios, um quero-quero filhote descobria a arte da caça sob o olhar preocu...